Agosto 7, 2007...7:51 pm

Cultura: acreditar em estrelas…?!

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Certa noite, estava solitária e olhava para o céu. Havia ali tantas estrelas…Cheguei mesmo a ter inveja delas, pois não estavam sozinhas, ao contrário, encontravam-se uma pertinho das outras. Foi então que deixei de lado esse sentimento e resolvi juntar-me a elas: não queria passar a noite em tal abandono. Dessa forma, foi inevitável lembrar-me do poema de Bilac: “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo / Perdeste o senso! E eu vos direis, no entanto, / Que para ouvi-las muitas vezes desperto/ E abro as janelas, pálido de espanto…”. (http://www.secrel.com.br/jpoesia/bila06.html). Sim, fui tomada por um grande espanto também, como eu poderia estar, naquele momento, conversando com estrelas?

Ocorre que, naquele instante, eu acreditava nelas. Quem haveria, porém, me ensinado a acreditar nisso? Eu não era a única…pelo menos, o grande poeta já havia acreditado nelas antes de mim. Isso, certamente, faz parte de uma cultura, ou seja, de um conjunto de “comportamentos e valores espirituais transmitidos coletivamente.” (dicionário Aurélio, 2ª edição). Ou vai me dizer que você nunca olhou para as estrelas e com elas divagou noite adentro? Se nunca fez isso, provavelmente não pertencemos ao mesmo grupo cultural!

Por falar nisso, no dia 22 de agosto, comemoraremos uma data que tem tudo a ver com “cultura”, o dia do folclore. É muito interessante observar como as pessoas possuem crenças, tradições, organizam o seu pensamento e passam a expressá-lo, por exemplo, através de suas lendas. Conta uma lenda indígena que, após terem feito uma crueldade contra suas mães, alguns indiozinhos, ao alcançarem os céus, tiveram, como castigo, que olhar fixamente todas as noites para a terra, para ver o que acontecera com aquelas que lhes deram à luz . Seus olhos, sempre abertos, seriam as estrelas. E essa seria, portanto, a sua origem. (http://www.edukbr.com.br/artemanhas/comosurgiram.asp)

E as estrelas cadentes? Não esqueçamos também que, apesar da ciência classificá-las como “um fenômeno astronômico que acontece raramente” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela_cadente), segundo a crença popular, elas são capazes de realizar nossos desejos.

O fato é que, assim como as estrelas, tantos outros elementos e questões existem ao nosso redor, o modo como os enxergamos e encaramos é que pode variar. Logo, isso depende muito da cultura com a qual nos identificamos. Voltando ao exemplo das estrelas, nosso poeta Mario Quintana prefere vê-las como um fator de ânimo e coragem para conseguirmos o que, muitas vezes, julgamos impossível, conforme o seu poema “Das utopias” sugere:

Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
                                          
(Espelho Mágico) (http://www.casadobruxo.com.br/poesia/m/utopia.htm)

E você? Já parou para pensar nas estrelas? O que lhe é mais importante? A sua origem? Poder conversar com elas? Tê-las como entusiastas, amuleto, ou como uma força especial? Não importa, o que quer que você tenha pensado já terá sido cultura.

 

Um beijo carinhoso e até a próxima!                  

                                      Simone Silva de Oliveira.

3 Comentários

  • adorei o que escreves-te… eu, todas as noites também penso em olhar sempre para as estrelas como se fossem a minha melhor companhia… sempre me fizeram esquecer dos meus problemas e imaginar como era bom se nunca tivesse de parar de olhar para elas… são o meu incentivo para deixar de lado os meus problemas e começar uma vida nova…

  • Aaah!! eu gostei do que você escreveu também, muito lindo, iriei olhar as estrelas com outros olhos a partir de hoje *-*

  • eu adorei o que voce escreveu agora cei que as estrelas não são mas um brilho no ceu são amigas para noços olhos tabem!!!!


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